Aos “trampas” deste mundo, dedico os seguintes versos de A Garota Não, em Ferry Gold:
A mim parece-me bem
Privatize-se tudo
Privatize-se o mar e o céu
Privatize-se a água e o ar
Privatize-se a justiça e a lei
Privatize-se a nuvem que passa
Privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno, e de olhos abertos
E finalmente, privatizem-se os estados
Entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas
Mediante concurso internacional
E já agora
Privatize-se também
A puta que os pariu a todos





